
Jovens de Paraisópolis morreram por asfixia e trauma na coluna, dizem atestados
Familiares de algumas das vítimas, no entanto, estranham a ausência de marcas esperadas em casos de pisoteamento, como feridas ou sangue
Atestados de óbito de quatro dos nove jovens que morreram no último fim de semana após operação policial em um baile funk em Paraisópolis, na zona Sul de São Paulo, apontam asfixia e trauma na medula como "causa mortis". Os documentos foram obtidos pelo portal UOL, sob a condição de não publicá-los na íntegra.
A Polícia Civil afirma que as vítimas morreram pisoteadas ao fim do Baile da DZ7, realizado nas ruas de uma das maiores favelas da cidade.
Os quatro atestados indicam as seguintes causas de morte:
- Gabriel Rogerio de Moraes, "asfixia mecânica por 'enforcação indireta'"
- Luara Victoria Oliveira, "asfixia mecânica por sufocação indireta"
- Mateus dos Santos Costa, "trauma raquimedular por agente contudente"
- Bruno Gabriel dos Santos, "a determinar" (aguarda resultado de exames)
Ainda segundo o UOL, na madrugada de ontem (2), os advogados tentaram falar com o médico responsável pelo plantão do IML Central de São Paulo, onde estavam os corpos de quatro das nove vítimas, que negou-se a atendê-los.